terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos namorados. (?)

Maria deixava o som da música instrumental ser o único no ambiente. Era uma noite de terça-feira, dia dos namorados. Maria teve um dia bastante corrido e isso manteve sua mente ocupada o tempo inteiro, mas o que ela mais temia aconteceu. Ele chegou. E chegou de repente e manteve sua mente (mais uma vez) ocupada: pensando nele. Impressionante como o cara deixa a pobre moça angustiada, ele consegue descontrolar todos os órgãos dela em fração de segundos, é uma remexida dentro do estômago que parece não ter fim, o coração palpita e ela tem a sensação de que ele vai escapar a qualquer momento, as mãos trêmulas já não conseguem segurar o copo de café. 

A casa vazia. A música continua a tocar e o escuro vai prevalecendo. Maria fica encostada na varanda e consegue ouvir de longe as risadas dos casais tão apaixonados, ela ouve as taças de vinho movendo-se e o barulho dos garfos. Vai crescendo aquele frio dentro do apartamento e as lágrimas vão surgindo. Ela não tem culpa de ser sentimental, ela não tem culpa de querer ter uma pessoa que traga presentes para ela no dia de hoje, pode ser um buquê de flores ou até mesmo uma carta, ela adora receber cartas. Ela só queria encostar a cabeça no ombro de alguém e deitar na cama para falar sobre o dia (tão sem novidades) e poder ouvir a respiração do amado, e acariciar os cabelos dele.

Maria não precisava sair para jantar em um restaurante de luxo, nem ganhar mil presentes, muito menos uma serenata de amor, ela só queria ele. Vocês conseguem entender? Ele. Do jeito dele, do gosto dele, do cheiro dele; E isso deixa a moça infeliz. Deus, de onde vem tanto querer? Isso não é normal, e lá no fundo até ela já ficou cansada de querer ele. Ocupa o coração com outros rapazes, com outras situações, com outros problemas. Mas é que quando cai a noite ele chega e invade a mente, o coração e arranca todos os desejos dela. E hoje é dia dos namorados, existe uma data mais linda de se querer alguém?

sábado, 9 de junho de 2012

Ainda bem.

Estou ouvindo Tiê e tentando acalmar meu coração. Hoje tive medo. Foi aquele medo de perder alguém, entende? De perder minha mãe, meus irmãos, meus avós, minha família. De perder meus amigos, meus conhecidos e até mesmo meus "inimigos". Bateu o medo. Medo de nunca mais poder tocar na mão de um amigo e sentar em uma roda de gente para jogar conversa fora, medo de não poder olhar o sorriso da minha mãe e de não ter aquele dengo gostoso (que só a mãe da gente sabe fazer), medo de não ter meus irmãos para brigar e reclamar da vida, medo de não ter o cheiro dos meus avós, medo de não falar um "Oi" para um conhecido. 

Nunca havia perdido alguém próximo de mim. Hoje sim. Não chorei, não fiquei desesperada, apenas compreendi. Devo ter aceitado numa boa porque essa pessoa era alguém querida, mas não era minha mãe ou alguém da família, ou algum dos meus amigos. Mas estou escrevendo esse texto só para lembrar de duas coisas que a gente esquece. E esquece mesmo. O ser humano é sempre tão ocupado, a mente sempre focada em problemas do cotidiano e acaba esquecendo da importância de cada um. Esquece da importância do abraço da nossa mãe ou pai, esquece como é bom chegar em casa e ter um irmão para brigar ou conversar, esquece como é legal ouvir a voz de um amigo do outro lado do telefone. A gente esquece.

Viver é isso. Nós estamos aqui e podemos partir a qualquer momento. Há quem acredite que chegamos nesse mundo para pagar uma missão ou um pecado. Há quem acredite que viemos para sofrer o que na vida passada não sofremos. Eu acredito que viver é saber viver. É saber aproveitar tudo que chega para nós e saber cultivar as boas pessoas, é aproveitar cada segundinho e demonstrar o que sente para o outro (e pode ser de qualquer forma). É olhar para o céu e dizer: "Ainda bem que existe um céu". E olhar para o mar e dizer: "Ainda bem que existe o mar." E a gente não se dá conta de como viver é lindo, a gente esquece e só percebe quando alguém parte. 

E é por isso que eu digo..

"Ainda bem que existe vida. E eu respiro."

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Até quando?

Até quando sua presença vai acabar com o meu dia? Até quando o seu sorriso vai me trazer coragem? Até quando vou sonhar tocando em suas mãos? Até quando vou idealizar o nosso futuro? Até quando vou ficar nervosa, trêmula quando ouço seu nome? Até quando você vai morar dentro do meu coração?

Me diga. Eu quero saber. Já não suporto mais ter que viver carregando você, já não suporto mais ter que pensar tanto em você ou querer cuidar de ti. Já tenho vida, já tenho problemas, nem consigo me carregar. Sinto como se meu coração estivesse estraçalhado no meio da rua esperando somente a sua chegada. Essa chegada que me incomoda de tanta espera e é essa espera que acaba comigo. Acaba com os meus dias mais bonitos, acaba com o desejo que tenho de viver. É uma espera incerta e que provavelmente nunca vá chegar. Me diga: O que você tem que me prende tanto a ti?

É minha culpa? Mesmo? Olha destino, cansei dessa palhaçada. Tira logo esse cara do meu coração, pois tenho a sensação de ficar louca um dia. Não consigo mais encontrar alguém, não consigo apagar esse sentimento que habita dentro do meu coração. Cuida destino, te dou o meu coração e você arranca ele de vez. Não deixa sequer uma lembrança, um pedaço de amor. Tira tudo e joga pelo mundo, coloca em um lugar onde eu nunca possa encontrá-lo. Não suporto mais.

domingo, 3 de junho de 2012

Sobre o medo.

Sei que só vou dormir quando escrever. Sinto isso. Desde a noite passada que não durmo direito, meu dia foi corrido e sinto meu corpo cansado, pesado. Sei que amanhã começa "tudo de novo" e eu preciso acordar cedo, mas simplesmente não consigo dormir. Tentei descansar meu corpo e minha cabeça fica enviando a imagem do seu sorriso, posso com isso? Deitei e de repente comecei a perceber que não estava sonhando, não preciso dormir para te encontrar. Foi quando percebi que a coisa estava séria demais e comecei a falar com Deus, mas de uma forma bem simples. Disse que precisava encontrar forças, precisava encontrar porque minha fé estava fraca e eu precisava recuperá-la. Disse que ele limpasse meu coração e afastasse aquele sorriso da minha cabeça, que ele afastasse aquele amor da minha vida. E ainda fui mais longe. Eu disse com toda força do mundo que precisava parar de ter medo. 

Medo de não ter meus sonhos realizados, medo de não ter quem tanto amo sempre por perto, medo de não construir uma família, medo de ficar presa sempre a esse amor, medo de não encontrar alguém que possa entender meus sentimentos, meu jeito de falar, meu comportamento. E eu realmente fico desesperada de tanto medo, sei que não há motivos para se ter medo. Tudo (mais cedo ou mais tarde) vai chegar. E pode ser que nem seja da forma que sonhei, pode ser até de uma maneira melhor. Mas eu sinto medo. E isso realmente atrapalha minha vida, atrapalha meus pensamentos e me faz questionar muitas coisas. De onde surgiu tanto medo? Eu não sei. 

Levanto e começo a escrever, aí percebo que as palavras vão saindo desesperadamente. Sou do tipo de mulher intensa, exagerada quando se trata de sentimentos e isso me dói. Dói porque sei que há pessoas que não se importam com isso, não sentem tanto medo e nem se preocupam com o futuro. Eu não. E todo esse sofrer por antecipação tá acabando comigo. E estou falando com Deus e dizendo (mais uma vez) que ele cuide do meu coração.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Devaneios.

Pensei que ia superar todos esses embrulhos na barriga que você ainda causa. Pensei que com o tempo o destino ia ficar encarregado de te tirar e mandar para outro planeta. Pensei que toda essa dor ia desaparecer quando outras pessoas entrassem na minha vida. Pensei que todo esse amor fosse sentimento de brincadeira..Aqui estou eu. Estou sozinha, patética, (re)criando sua imagem na minha cabeça e ouvindo canções que lembram o nosso primeiro encontro. Estou como sempre estive: sozinha. E já não há mais esperanças de encontrar um outro alguém. É com o seu sorriso que pretendo acordar todas as manhãs, é com o seu corpo que pretendo deitar todas as noites, é com o seu carinho que quero viver. 

Tenho a impressão de você ser aquele que vai sempre cruzar os meus caminhos, vai ser você aquele pelo qual meu coração sempre vai disparar, vai ser você aquele que meu coração vai sempre ficar apertado em dias chuvosos e vou sempre te desejar. Vou te desejar nas horas mais confusas da minha vida, vou te desejar nos momentos de vitórias, vou te desejar nos dias felizes e sorridentes. Tenho essa impressão: você sempre morando dentro da minha vida. E sabe, nem posso te culpar, nem posso culpar a mim, não há culpados nessa história tão criada por meus devaneios bobos. E acho que vai ser sempre assim, até (quem sabe) um dia aparecer um outro que possa preencher todo esse vazio dentro do meu peito e curar essa doença. E que seja um amor recíproco e lindo de conhecer, um amor recheado de coisas boas, de sentimentos bons. 

Enquanto isso..